cultura maker

o que é um maker?

“Ah mas eu não sei programar, não sei nada de eletrônica, esse negócio de maker não é para mim.”

“Mas então essa atividade não tem muita coisa de protótipo com Internet das Coisas, eletrônica e programação? Então não me parece ser muito maker, né?”

Recado inicial:  esse post não tem intuito de me tornar a rainha da verdade absoluta 😉 sobre esse assunto, mas foi feito com todo amor e carinho ❤ para gente tentar entender juntos o que é um maker e do que se trata esse movimento.

E então começamos com uma afirmação forte: Somos todos Fazedores. Nascemos Fazedores. Fazer é algo inerente ao ser humano, somos acostumados desde muito cedo a pegar as coisas e expressar o que sentimos, fazendo. Lembra da aula de artes? 

O termo maker, como usamos hoje foi criado por volta de 2005 por  Dale Dougherty, fundador da Make Magazine que é uma das revistas mais importantes da área. A revista tem projetos diversos e envolvendo desde computadores a projetos metalúrgicos e de marcenaria. Muitos consideram ela, junto com a Make Faire as percursoras do movimento. 

É bem comum a gente ligar ao movimento projetos que envolvam programação de computadores, eletrônica, Arduino mas é muito mais do que isso. Fiz uma pequena pesquisa nas minhas redes sociais (brigada a você que me ajudou 🙂 ) e obtive algumas respostas sobre questionamentos básicos sobre Cultura/Movimento Maker.

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Ser um maker é ser protagonista em um projeto, é ter autonomia de ao se deparar com um problema ou tarefa,  poder propor a solução e a desenvolver usando algum tipo de ferramenta. E não está ligado somente a projetos de eletrônica e programação, você pode ser um maker na culinária, na moda, na marcenaria e etc.

No site Instructables tem projetos que usam plataformas de prototipagem com o Arduino, passando pelos mais diversos projetos. Sabe qual é a relação de todos eles? Primeiro, foram feitos por pessoas comuns (não gosto muito desse termo, prefiro criativas) e em segundo lugar e tão importante nesse movimento: são projetos compartilhados.

E por que estamos falando tanto disso atualmente? A disseminação de ferramentas que ajudem nesse “fazer” levaram a uma maior aproximação da tecnologia do nosso dia a dia, fazendo com que seja menos complicado ou até mesmo mais barato criar e construir coisas.

Não dependemos mais de um ensino formal  para termos  acesso à informação, a Internet te permite começar um projeto: tem projetos abertos com todas a lista de materiais, como fazer e dicas de alguém que já fez. Tem material disponível ensinando manusear ferramentas, ensinando eletrônica, programação enfim, o conhecimento está ai para ser usado.

Além disso a cultura do compartilhar também está voltando a nossa realidade (ainda bem) e se existe uma coisa primordial dentro desse movimento é compartilhar, eu gosto muito desse texto que foi traduzido pelo pessoal da Escola de Design Thinking sobre o manifesto Maker que mostra bem o quão amplo é esse que é considerado por muitos não só um movimento cultural mas um revolução Industrial. Assim uma atividade maker não obrigatoriamente vai ter que ter programação ou eletrônica mas certamente terá criatividade!!!!

Um outro aspecto ao meu ver, e que é importante nesse movimento, é a necessidade. Estamos passando por um momento da humanidade onde vários problemas estão tomando uma dimensão gigantesca e outros certamente vão surgir. Existe uma necessidade urgente de a cada vez mais, nos capacitarmos a propor soluções, prototipá-las, testá-las, criá-las de forma colaborativa senão certamente a escassez de água, moradia, alimentação certamente serão nosso fim.

E ai meus queridos, capacitar a galera com essas competências certamente é algo que um espaço maker pode proporcionar à garotada, qualquer que seja a iniciativa que desperte essa criatividade nos nossos futuros gênios é válida!!! 

Para quem quer entender melhor, aqui você pode ter uma lista de 10 livros falando sobre: o movimento, de como começar. Eu super indico para quem quer começar dois:  The Maker Movement Manifesto: Rules for Innovation in the New World of Crafter, Hackers and Tinkerers, de Mark Hatch e  Makers: A Nova Revolução Industrial, de Chris Anderson.

Nessa linha de dicas, eu super indico esse documentário que tem um enfoque bem da frase que começou este post: Nós Somos Makers.

WeAreMakers-hero

Em resumo, não existe uma definição formal para o movimento e seus praticantes mas se você tem vontade de criar algo, desenvolver alguma coisa usando qualquer que seja a ferramenta, considere-se um maker. Faça, compartilhe, aprenda, no mínimo você vai conhecer muitas pessoas legais e se divertir bastante!!!

PS: esse post foi publicado pela primeira vez no dia primeiro de setembro de 2016
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