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robótica educacional: mais uma modinha tecnológica?

A robótica educacional caiu nas graças das escolas, pais e professores nos últimos anos. E que bom isso, que bom que existem vários kits, escolas de robótica e/ou programação espalhadas pelos quatro cantos do Brasil.

Mas você já parou um pouco para pensar sobre o que é e o que não é robótica educacional? O que sua filha/filho pode aprender entrando na turma de robótica? Ou será que robótica junto com tantas outras coisas é só mais uma modinha tecnológica que já já passa?

Girls, ages 8 and 9 playing with Dash & Dot.JPG

Segundo o dicionário interativo da educação brasileira, robótica educacional ou robótica pedagógica é um termo utilizado para caracterizar ambientes de aprendizagem que reúnem materiais de sucata ou kits de montagem, compostos por peças diversas, motores e sensores controláveis por computador e softwares que permitam programar de alguma forma o funcionamento dos modelos montados.

Hoje em dia existem vários kits para montagem ou robôs prontinhos para serem usados em ambientes escolares. Aqui na Jornada já escrevi sobre o cubetto, o mBot e a Sphero, mas comprar esses robôs e levá-los para uma ambiente escolar onde as crianças simplesmente brincam com eles sem nenhuma metodologia de aprendizagem definitivamente não é uma aula de robótica educacional está mais com cara de passa-tempo ou lazer.

E isso invariavelmente independe da ferramenta: Lego, sucata, kits baseados em Arduino, enfim se não se construir uma metodologia de ensino, os robôs se  tornam mais um brinquedo que vai ser esquecido e que não ajuda em nada.

A robótica educacional deve além de ensinar conceitos da própria robótica como projetos e design de robôs deve ser usada como ferramenta para facilitação de outras competências e habilidades como: programação de computadores, inteligência artificial ou eletrônica.

Ao meu ver, o primeiro passo para avaliar um curso/oficina de robótica, é  verificar se a equipe que prepara o currículo do curso é multidisciplinar: pedagogos, cientistas da computação, professores de ensino fundamental. Um segundo aspecto é avaliar se as atividades de robótica se propõe a ensinar também outras disciplinas como: português, geografia, física ou matemática.

Acho que dá para a gente dizer que existem níveis de cursos de robótica educacional, saindo do mais básico para o mais completo:

  • a atividade ensina as crianças a montar os robôs (explicando os componentes e suas funcionalidades) e programá-los
  • a atividade ensina as crianças a montar os robôs (explicando os componentes e suas funcionalidades), programá-los e é baseada em um projeto
  • a atividade ensina as crianças a montar os robôs (explicando os componentes e suas funcionalidades), programá-los, usa um projeto para ser o apoiador da atividade e é linkada com outras disciplinas do currículo da criança.

Se vai passar ou não, a gente não tem muito como saber. O que dá para saber é que para que ela tenha seu papel efetivo na educação, deve ser encarada tal qual a programação de computadores: uma ferramenta de capacitação de nossas crianças, adolescentes e jovens no que diz respeito a 4 competências essenciais para o século 21: colaboração, pensamento crítico ou resolução de problemas, criatividade e comunicação.

Quer saber mais sobre robótica educacional? É professor ou pai? Tem alguma pergunta sobre esse assunto? Me ajuda e deixa um comentário assim posso direcionar próximos posts para uma dúvida/sugestão sua!!!  🙂 

 

 

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