cultura maker, dicas da tchellita

fablabs, movimento maker e a educação

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Você já parou para pensar que estamos vivendo um momento muito legal e histórico na educação e na maneira de vermos a tecnologia? Dá uma olhada na sua timeline em qualquer rede social, provavelmente você tem alguém conectado a você que é um Maker,  ou em bom português, um Fazedor.

São tantas possibilidades que a gente fica até meio tonto do que é cada coisa né?!! Mas você realmente sabe o que é o movimento maker, com os FabLabs estão influenciando o mundo e a nossa maneira de aprender/ensinar? Se você ainda se perde nesses termos ou está precisando de inspiração para invadir essa praia, bora conversar um pouco sobre isso?

O movimento maker é a aproximação da tecnologia ao  nosso dia a dia, sabe o professor Pardal? É exatamente o que esse movimento quer disseminar, é a hora de deixarmos de ser somente usuários e passarmos a dominar a tecnologia e desenvolver nossos próprios equipamentos, aplicativos, brinquedos e por ai vai.

Dai você pode me falar:”ah mas a galera já fazia isso a tempos, meu pai sempre consertava (ao menos tentava) as coisas que estragavam em casa”. Sim a galera já fazia isso, a diferença está no fato que a popularização de equipamentos, a disseminação da programação e do pensamento computacional para profissionais de diversas áreas, o pensamento colaborativo, a internet e todo o boom de informação que vivemos hoje nos permite fazer muito mais que simplesmente consertar o ventilador quebrado.

Podemos construir próteses de membros humanos, robôs para ensino de programação, microscópios para ensino de ciências, peças diversas de quaisquer tipos cores e formas. Isso tudo graças às popularização de impressoras 3D , plataformas de prototipagem como o Arduíno, cortadoras a laser. e também à  disponibilidade de grandes seres humanos que compartilham seus projetos e estão sempre dispostos a ajudar, graças a uma tal de comunidade 🙂

Ok, você deve estar se perguntando: mas onde eu posso fazer isso tudo? Ah meu amigo é nesse momento que entram os FabLabs. Eles surgiram nos anos 2000 com um professor do MIT chamado Neil Gershenfeld. Nessa época os FabLabs eram voltados para adultos e não tinha o foco na escola e sim nas universidades e empreendedores.

Mas antes de falarmos dos fablabs, vale mencionar os senhores:  Seymour Papert e  Mitch Resnick e o laboratório Media Lab. Antes mesmo dessa quantidade gigante de brinquedos educativos para ensinar programação e lógica para crianças, esses senhores criaram as primeiras plataformas de robótica educativa, que depois viraram o Lego Mindstorm.

Mitchel liderou liderou o desenvolvimento de uma linguagem de programação gratuita: o Scratch e Seymour Papert é um dos pioneiros da inteligência artificial e criador da linguagem de programação LOGO (em 1967). Então podemos dizer que esse encontro da escola, tecnologia e do fazer, começou sem sombra de dúvidas com esses dois caras.

Em 2008 o professor Paulo Blikstein criou o FabLab@School e trouxe para escolas essas fábrica de sonhos e ideias. Atualmente existem instalações deste projeto no campus da Universidade de Stanford (Califórnia), em Moscou (Rússia), Bangkok (Tailândia), Palo Alto (Califórnia), Barcelona (Espanha), Melbourne (Austrália), Guadalajara (México) e Aarhus (Dinamarca). instalações adicionais estão previstas para East Palo Alto (Califórnia), Brasil, Finlândia e Polônia em 2016.  Esse projeto faz parte de iniciativas do Transformative Learning Technologies Laboratory que é um grupo de design, multi-disciplinar que pesquisa novas tecnologias para a educação do qual o professor Paulo faz parte e está localizado na faculdade de Stanford.

Além do professor Paulo outro estudioso e defensor da aprendizagem através da prática nas salas de aula, Gary Stager. Ele defende que os FabLabs deverão estar junto aos estudantes, fazendo parte do seu material de estudo e que o espaço de criação deve ser toda a sala de aula.

De acordo com o site Fab Foudantion, os FabLabs: são um espaço para prototipagem técnica, para a inovação e invenção, proporcionando um estímulo para o empreendedorismo local. Um FabLab é também uma plataforma para a aprendizagem e inovação: um lugar para jogar, para criar, para aprender, para orientar, para inventar (tradução livre do texto do site)

Depois de ler sobre tudo isso se você é um professor engajado e ciente do seu papel no mundo eu duvido que não tenha te dado vontade de colocar a mão na massa e movimentar a escola ou a comunidade que você faz parte. Aliás não somente professor, mas você pai, aluno e quem mais quiser, basta começar. Vamos então para algumas dicas, lembrando que são dicas de pesquisas que eu fiz, conversas que eu tive com quem já está fazendo essa diferença, nada de regra e sim de uma inspiração pra quem quiser começar.

Um bom primeiro passo é estar ciente que é preciso dar um passo de cada vez 🙂 Em outras palavras que tal implementar práticas do movimento maker aos poucos antes mesmo de se realizar um grande investimento financeiro e de energia.?!!

Assim comece engajando pessoas, procure por pessoas que queiram participar de um pequeno projeto em um sábado. Essas pessoas serão as responsáveis por multiplicar essa experiência com as outras, são os chamados early adopter “que são as pessoas que experimentam antes de todo mundo”. Vale alunos, professores e pais.

Uma boa sugestão é realizar um HackDay de Ideias na sua escola: pega uma tarde leva cartaz, muita caneta colorida e energia. Propõem para a turma criar soluções de impacto social para a comunidade. Esse momento é o de  da criação, as soluções podem ser com aplicativos, com alguma espécie de equipamento que não exista mas que eles queiram criar. Enfim deixa a galera se divertir e criar.

Outra possibilidade é participar de iniciativas como a Maratona de Aplicativos, Technovation Challenge, a Hora do Código, buscar por grupos que implementem a cultura maker na sua cidade. Esses movimentos despertam o interesse de tecnologia  e podem ser uma boa porta de entrada para trazer o pessoal para a escola em horários extracurriculares.

Professores que queiram implantar a cultura maker mas que esbarram no fator financeiro, podem realizar experiências em um único protótipo e levar para os alunos verem em sala de aula, observar uma experiência, analisar, coletar dados pode ser uma maneira de plantar essa semente maker na galera. E ai vale aula de ciências, educação física, português. A internet proporciona a busca por diversos projetos, é só adaptar ao  que você deseja fazer.

Se a escola possui recurso financeiro pode comprar kits de Arduíno, que é uma plataforma de prototipagem que pode ser utilizada para construir desde robôs até microscópios. Aqui no blog já tem uma série de posts sobre Arduíno.

Outra dica legal é entrar em contato com faculdades, mesmo que a faculdade não tenha um grupo específico de pesquisa pode haver algum professor que está capacitado e que queira ajudar na implantação de práticas da cultura maker em sua escola.

Por fim mas não menos importante deve-se ter cuidado nesse momento inicial. Comprar brinquedos educacionais caros e aplicar isso como se fosse uma prática da cultura maker ou fazer um investimento gigante em laboratórios e não engajar os professores que são os responsáveis na prática, por essa mudança na sala de aula podem ser os principais erros que podem afastar essa prática da sua escola.

Espero ter inspirado algum futuro fazedor a colocar a mão na massa. Deixa um recadinho se ficou com alguma dúvida ou tem alguma sugestão.

Aqui no blog tem uma seção Robótica e Movimento Maker que eu venho escrevendo algumas experiências minhas nesse universo!!

Blogs, artigos e canais sobre esse assunto:

 

 

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